Domingo, 12 de Julho de 2009

Ah e tal, têm de ir buscar o Béronique a Bayona.

E foi assim que o Nosso Cmdt Beiga nos meteu em mais uma.
Mails pra cá, telefonemas pra lá, recomendações, alterações, instruções, depois de contratado um arquivador oficial para dar o devido tratamento a toda esta correspondência, lá me entendi com o Julio e o Bolha e tomámos a sábia decisão e nobre tarefa de ir buscar o NVV Véronique a terras do Rei Mexilhão, onde havia ficado abandonado pelo seu armador, que numa noite de neblina saiu desamparado do “Mar y Arte” e disse no seu melhor galego “qui si fueda el biarco, los miouros qui lo bienham biuscar”.
Entretanto solicitei autorização para introduzir na tripulação um moço de convés, navegador de água doce, que não estando nada habituado a estas coisas do grande mar salgado oceano do norte, estava no entanto habituado ás fortes ventanias das colinas d’Alhandra e Sub – Serra, a autorização foi concedida mediante o compromisso deste tirar 2 azimutes ao Navio Patrulha, 1 ao Ermedário de S. Jacinto e outro ao primeiro porta-contentores que saísse de Leixões durante a madrugada.
E lá arribamos a Baiona “A real”, não sem antes recebermos 502 chamadas do armador muito preocupado com a sua embarcação, isto porque durante o seu abandono havia batido com a sua esbelta proazinha de aço no trapiche da Real Marina de Baiona “A Real”.

Arribados a Bayona

Lá chegados fomos de imediato recebidos pelo Cap. Machadinho de Albuquerque e pelo Cap. Licas Corte Real ( encontravam-se lá há vários dias, a fim de se ambientarem ao fuso horário), fomos colocados ao corrente dos estragos provocados pela proadas do Véronique no trapiche, colocámos o armador a par destes prejuízos e fomos mamar uma valiente mariscada a uma tasca conhecida do Cap Machadinho.

Como é normal nestes casos o controle de qualidade do vinho esteve a cargo do Cap. Machadinho, pelo que todas a garrafas passaram pelas suas mãos e o vinho pela sua garganta, antes da respectiva aprovação.

Tripulação completamente desamparada ao sair do "Mar y Arte"


A noite acabou no “El Capitan” onde se serviam os Gins Técnicos mais fuertes del miundo, quiçá del univierso, eu que o diga.

Sexta feira dia 09, começámos os preparativos, isto é, vamos ver o que está bem, tarefa bastante facilitada, o que está mal, logo se vê pelo caminho.
Pelas 18 horas lá deixamos o trapiche todo espatifado e saímos de Baiona com as velas no ar rumo ao grande oceano.
(2 horas depois)
- Ó Bolha, mete mas é lá o motor a desempenhar a sua função, senão ainda passamos o fim-de-semana em Espanha, eu não ganho para marisco todos os dias e o stock do vinho só dá para 4 horas.
Pronto e lá fomos nós, não sem antes termos de cortar o cabo d’aço da balsa porque o cadeado não abria, ( o Beiga tinha colocado uma cola especial á base de óxido de ferro para não roubarem), tivemos de anular a função do frigorifico devido a estar com um problema existencial (fazia quente em vez de frio), e prometemos á Nª Srª dos Navegantes uma velinha de cera se o peão da retranca aguentasse até Aveiro.
E lá fomos nós andando pelo mar fora ou dentro (depende do ponto de vista), até que ao cair da noite fiquei de serviço no poço junto com o Jorge (o tal moço de convés), o Bolha disse que ia descansar até á meia-noite.

Nestes entretantos o Julio inventa um novo termo náutico, “vou-me arrochar”, no imediato não soubemos significado desta pequena frase, mais tarde viríamos a saber que o seu significado seria:
“vou dormir como faz o Veiga, se precisarem de mim não me acordem, se alguém se levantar entretanto eu aproveito a deixa e vou-me arrochar, e se eu adormecer quando estiver de serviço e cair nevoeiro a culpa não é minha, logo não é nada comigo, acordem o João que ele já se deitou vai para meia hora, ele que vá para o Radar, alem disso o nevoeiro apareceu assim que ele se deitou).
Lá pelas 2 aparece o Julio e eu vou para o beliche, estava eu a contar navios, quando ouço Bolha a ligar o radar e me diz que tá um nevoeiro cerrado e o Julio tá a dormir lá fora como se não se passa-se nada, imediatamente salto para o Radar, o Julio assim que me vê de pé diz "já que tás aí, vou-me arrochar", e lá fiquei a olhar para a televisão até ás 6 e meia da matina.
Entretanto a noite corria calma até que o “Wapacoo” do Cap. César, lança um pedido de auxilio por ter ficado com o hélice preso numa rede, de imediato o NRP Cacine da Armada Portuguesa que estava a 6 milhas da sua posição segue em seu auxilio, até aqui tudo bem, mas então surge um problema burocrático, o Cap. César pede reboque, situação que lhe é negada uma vez que não havia vidas em perigo, a armada interroga o Cap. César sobre a possibilidade de se desenrascar pelos seus próprios meios, ou seja á vela, (só que não havia vento), mas que os iria acompanhar até ao porto da Póvoa de Varzim, custava muito passar um cabinho?
O “Tibariaf II” andava por perto e lá foi ver o que se passava.
Entretanto ás 6 e meia da manhã o Julio desarrouchou, eu e o Bolha fomos descansar quando passávamos por Leixões.
O resto da viagem correu sem incidentes, de maior, sendo a nossa navegação apenas interrompida de 5 em 5 minutos pelos telefonemas do armador da embarcação a perguntar pela nossa posição, o Beiga tava mesmo preocupado connosco.
Entretanto o armador manifesta o desejo de entrar a bordo da embarcação logo após a entrada da barra, para isso estaria á nossa espera em cima do pontão, então saltaria suavemente para bordo e seria socialmente bonito este chegar a Aveiro a bordo da mesma.
Esta situação foi colocada á discussão da tripulação que rejeitou o pedido, recebendo deste modo a solidariedade doutras tripulações, nomeadamente do “Bruma II” do Cap. Machadinho de Albuquerque, perante esta tomada de posição, entregámos a embarcação ao Armador no trapiche da Lota Velha em Aveiro, onde este aguardava a tripulação de ramos de flores em punho.
Junto com a embarcação, entregámos uma lista de anomalias detectadas a bordo, que conhecendo o armador como conhecemos, a esta hora, pelo menos o frigorifico já deve estar reparado.

O impaciente Armador

Também informámos que finalmente o seu esforço dispendido na formação desta tripulação estava a dar resultados, o Julio já conseguia dormir tanto como ele a bordo, só que me vez de dizer “bou dormir, não birem esta merda, se precisarem de mim chamem”, simplificou tudo e diz apenas “vou-me arrochar”.
Para finalizar deixamos aqui uma pequena formula de vocabulário/tradução Português – Galego, de autoria do Cmdt J F M Beiga, utilizada frequentemente nos serões da Escuela Náutica de Bayona Mar y Arte.
A formula é simples, basta nalgumas palavras trocar o “ó” por um “eu”, noutras palavras não se tira nada mas põe-se um “i” lá pelo meio e fazemos um figurão.
Exemplos: escola – escuela; ponte – puente; troco – trueco; barco – biarco; merda – mierda, caralh… - carailh ou carialh…; gin – gin; tónico – tiónico.
Este vocabulário esteve em desuso aquando colocaram um brasileiro lá no Mar Y Arte e o nosso Cmdt Beiga não precisou de falar estranjeiro.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Regata Rias Baixas Baiona - Aveiro (Correcções e aditamentos)

Comunicado de extrema importancia que recebi do armador do NVV Véronique, Exmo Sr Engº João Fernando Madail Veiga.


"Um piqueno erro no texto anexo, a largada de Baiona é a 10 de Julho e não a 9 como referi.
O resto mantêm-se, transportes, horas e instruções.
A distancia de Baiona a Aveiro são 90 milhas, sendo 3 até ao Cabo Sileiro e 87 até à Barra de Aveiro.
O tanque de combustível tem 87 litros, que dá para cerca de 30 horas de máquina.
A garrafeira tem 15 garrafas de tinto e 3 de champanhe, que dá para cerca de 4 horas e alguns minutos de Mar.
O interior do NVV Veronique está um pouco, digamos, abixanado. (Se alguém mandar alguma boca está quilhado comigo)."

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Regata Rias Baixas - Baiona - Aveiro



Ela aí está, a regata Rias Baixas - Baiona - Aveiro.
O nosso camarada Exmo Sr. Engº João Fernando Madail Veiga, proprietário da esbelta embarcação NVV Véronique já convocou os mouros (eu e o Julio Quirino) para trazerem o NVV Vèronique para baixo, depois de ele o levar para cima.
A esta nobre tripulação vai caber a não menos nobre tarefa de fazer a pernada Baiona - Aveiro numa distância de aprox. 120 milhas.
Abaixo subescrevo a convocatória que me foi enviada pelo armador, junto com um manual de passagem de eclusas, que poderá ser útil ao mais comum dos mortais que se aventurar pela zona do Canal da Piramides em Aveiro, ou pela zona das lezirias ribatejanas, onde existem muitas comportas nas valas e que em época de cheias ficam com nivel médio mais elevado.

Uma imagem a repetir este ano, o NVV Véronique na Galiza, tripulado por 2 mouros


"Tripulação:

Como já vos informei, não vou poder fazer a pernada Baiona Aveiro da Regata Arcachon-Rias Baixas-Aveiro.
Os dados do NVV Veronique, cuidados a ter, manual de instruções, usw, vão estar na mesa de cartas.
A garrafeira vai estar no local costumeiro.
A largada em Baiona vai ser a 03 Jul 2009 Às 1500 locais e os transportes vão sair de Aveiro dia 02 ao fim da tarde (ver www.avela.pt)
Por questões de cortesia com os froggies, os nossos lugares de amarração vão ser para os gajos.

Assim, o Veronique deverá ser amarrado no Canal das Piramides, logo a seguir à eclusas, no pontão da Avela que está marcado no pic anexo.
(atenção à passagem da eclusa, que deverá estar aberta e a ponte levadiça para cima, não me quilhem a ponte nem a eclusa que o Mario Lino ainda me obriga a pagá-las)
Outro cuidado a ter é a ponte da REFER e a da A25. Das eclusas lá são 500 m, dá espaço para manobrar, mas nunca se sabe.
A sonda no canal das Piramides é boa, 3 m a meia maré (lá dentro a maré está sempre cheia, por conta das eclusas)


Vocês alguma vez passaram uma eclusa?
Eu ensino:
Primeiro eles abrem a comporta de entrada. Vocês entram.
Depois eles fecham a comportam de entrada. Vocês esperam. (como o canal é estreito, 5 m, tenham uma defensa em cada bordo enquanto a agua exterior equilibra com a interior)
Depois abrem a comporta interior, Vocês saiem.
Durante beste tempo, convém estarem sóbrios e a ponte estar levantada.

Agora que já sabem passar uma eclusa, tenham juizo, se puderem, e façam uma boa navegação.

Joao Madail Veiga
"

Domingo, 10 de Maio de 2009

Quem vai para o mar...

Quem vai para o mar ... coloca os bujões quando ainda está em terra.
Senão o que acontece é que a água entra por um orificio chamado boeira e inunda o respectivo compartimento.
Foi o que aconteceu este sábado ao nosso Paulo (Free), que afirma que foi sabotagem, o que vale é que o Pedro estava atento em pelno campo de regata e efectuou o respectivo reboque até terra.
Na foto o momento da chegada com o catamarã com os flutuadores inundados, claro que o reporter foi devidamente alertado para o acontecimento que se desenrolava ao largo da Mui Nobre Vila d'Alhandra e fez a reportagem á chegada.


Na foto o Pedro e o Mascarilha (cão) a largarem o Paulo em porto seguro




Boeiras - Furos existentes no fundo da embarcação, junto à quilha, para esgoto da água. As boeiras são tapadas com bujões.

Domingo, 19 de Abril de 2009

O Sindroma da S. Nautica - A saga continua

Tudo indica que a Mama, vai ter mais um sóci0, custa-nos chegar a essa conclusão, mas desta parece que é a sério, senão o barco não seria colocado á venda.
Mais uma vez se concretiza o sindroma e a maldição da nossa Secção Nautica, incompatibiliza o binómio mulher versus barco, só que desta vez o dito cujo tem de colocar o barco á venda, facto que desde já lamentamos e prestamos desde já a nossa total solidariedade para com o lesado.
Entretanto a Mama colocou em campo o seu gabinete de apoio a este tipo de situações, já foi prestado todo o apoio psicológico, (isto de vender um barco ñão é uma decisão fácil), foi disponilbilizado alojamento nas suas instalações, caso o dito cujo assim o solicite.

Veja a introdução em http://mamalhandra.blogspot.com/search?q=o+sindroma
O anuncio da venda do barco está em http://enalhandra.blogspot.com/search?q=vende-se

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Lá se foi a Páscoa

Mais uma vez os navegantes d’Alhandra e arriba Tejo foram atraiçoados pelos avisos de mau tempo para a Páscoa, como vem sendo habitual, uma semana antes da saída, já os arautos da desgraça apregoavam que ia estar mau tempo, “chuva”, “18 nós de vento”, “frio”, “nuvens”, uma intempérie pegada, enfim um dilúvio apenas relatado na celebre obra de Jorge Amado “Os Velhos Marinheiros”.
E depois temos aqueles que dizem, “para a outra semana é que vai tar bom”, pois, porque isto das previsões meteorológicas é uma ciência que não está ao alcance de todos, até o Manel Gomes já está ultrapassado.
Bem, posto esta introdução, navegador que é navegador, gosta de navegar, as previsões ajudam no planeamento da viagem, neste caso a viagem não era longa ( 3 a 4 horitas), normalmente aproveita-se uma janela de bom tempo e lá vamos nós, assim haja vontade, já não é caso único o facto estarmos sentados numa de esplanada e de repente estamos ao leme rio acima, basta haver mais um doido a dizer “vamos”, e até parece que isso não faltou, quando chegarmos logo nos acomodamos e adaptamos, se fosse uma viagem de vários dias a levar com um temporal no focinho ainda se compreendia…
(Se bem me lembro, como dizia o Vitorino Menésio, o ano passado esteve bem pior e a frota foi para cima.)
Aliás, desde uma família completa (cão incluído), mantimentos e mais tralha, metidos na minúscula cabine do “Free”, até ao “Blue Dolphins” que aparece com o Cap. Mega todo equipado com o rigor de quem enfrenta a tempestade da sua vida, parecia ele que tinha atravessado o grande oceano ou o Mar da Palha, digno de uma chegada aos Açores com entrada directa no Peter’s, houve de tudo, até foi fundado o serviço oficial de pilotos de Valada, mas por favor, não me digam que por causa de uns choviscos e umas bufas de vento, “não há condições”.
Mas temos a cereja no topo do bolo que é aquele autor que publica os avisos de mau tempo nas crónicas “Lá se vai a Páscoa”, (aqui o pessoal começa a abanar ), de seguida vem “Lá se vai a Páscoa – A sequela”, (aqui o pessoal já treme com tanto aviso), e depois deixa o pessoal na duvida com “Lá se vai a Páscoa, ou talvez não”.
Entretanto não diz mais nada e larga d’Alhandra ás 5 da matina de sábado, com o sentimento de missão cumprida, concorrência afastada, iria ter uma ilha só para ele.

Temos de dar graças ao facto de o nosso saudoso Infante D. Henrique não ter acesso a previsões meteorológicas, senão a esta hora ainda estaria na ponta de Sagres a olhar o horizonte com a página do windguru na mão, a dizer que para a semana é que ia estar bom, isto se não chover …
Estes sim, os homens da época quinhentista, faziam-se ao mar com qualquer tempo, e previsões só no final da viagem.

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Crise? Mas que crise?

Pois, este fim de semana fez-me lembrar um titulo de um antigo "velho" album dos Supertramp, denominado "Crisis, what crisis?"

Foi um fim de semana em cheio, todos ficaram a ganhar, desta vez ninguem se pode queixar.
No sábado de manhã, apanhei um ventinho digno do Mar da Palha e fiz uma manhã a velejar como não fazia há muito.

Vamos ao que interessa, foi fim de semana de derby futebolistico, e como dizia, não sendo eu a pessoa mais indicada para falar de futebol ou de politica, acho que foi um fim de semana muito positivo graças ao resultado do Benfica - Sporting e tudo temos a agradecer ao gajo do apito, um tal de Lucilio, que é aquele tipo que em caso de dúvida, faz o "deixa que eu resolvo".

A minha análise positiva do fim de semana é a seguinte e deixou muita gente satisfeita:
- O Benfica ganhou, o espanhol aguenta-se mais uns tempos, e o Kim fez uma grande exibição ao defender 3 pénaltis.
- O Sporting, apesar de perder nos pénaltis, (sim porque até aí estavam empatados) apesar de estar a fazer uma época de merda, ficou com uma boa desculpa para perder a Taça, ou seja, o Árbitro, desta vez não foram só eles a ter a culpa, logo podem-se dar por satisfeitos.
- O Sócrates ficou satisfeito, com esta polémica ninguem se lembrou da merda que ele faz e muito menos da crise, o caso Freeport vai ficar esquecido até á próxima jornada.
- A Manuela Ferreira Leite tambem deve ter dado graças a Deus por ninguem se ter lembrado que ela não fala.
- Hoje nos empregos, (quem ainda os tem) ninguem se deve ter lembrado da crise.
- A comunicação social vai ter tema para os próximos 3 ou 4 dias, vão ser promovidos vários debates, e os comentadores do costume vão encaixar umas massas.
- Dizem que o autor principal tambem encaixou umas massas, porque estava a falar alternadamente com os dirigentes dos 2 clubes para ver quem dava mais, (dizem que um tal de Vieira fez a maior licitação).
Como dizia, melhor que isto não é possivel, nunca o resultado de um jogo de futebol agradou a tanta gente, só espero sinceramente que o indice de violência doméstica não tenha subido drásticamente nas casas com pais de familia Sportinguistas, não daria uma onda tão positiva a este fim de semana.

Ah, desculpem-me a imparcialidade, eu sou do Belenenses, mas o Benfica e o Sporting tambem me dão grandes alegrias, o Porto nem por isso.

Domingo, 22 de Março de 2009

Alhandra Book of Records

Foi batido mais um recorde, desta feita foi de permanência encalhado no Mouchão d'Alhandra, o autor da proeza foi o Skipper do veleiro "Free" que no dia 21 de Março conseguiu estar encalhado durante cerca de 2 horas e 30 minutos, no extenso cabeço do nosso Mouchão.



O encalhe deu-se por cerca das 17h e 20 minutos com uma maré de vazante e vento Norte, o desencalhanço deu-se no virar da maré e já jogava o Derby.
Pelas 20 horas o Free acostava na Real e Mui Nobre Marina d'Alhandra

Quinta-feira, 19 de Março de 2009

I Grande Regatta Oceanica do Choupalinho

Extra, Extra

Ora vinha eu de torna viagem de serviço, quando recebo um telefonema do meu amigo e camarada de grandes navegações, o Sr Engº João Fernando Madail Veiga.

Teor da Mensagem:
- Ó ribatejano, camarada, amigo, palhaço desta vida, tive mais uma ideia de merda, e mais uma vez preciso da tua cumplicidade, porque isto de ser só um a fazer merda, como compreendes, torna tudo mais dificil.
O que achas de organizarmos em conjunto com aqueles tipos da Figueira, a "1ª Grande Regatta Oceanica do Choupalinho" em Coimbra?

Acho uma boa ideia, mas explica-me uma ou duas coisas, em Coimbra não há oceano, só rio e pouco, e já agora em que barcos se faz a regata?

- Foda-se, lá tás tu a complicar, só sabes desconversar, caga lá no rio e nos barcos, o que nos interessa a nós é o Leitão.

Regata de Leitão?

- Porra para ti, a regata é o pretexto para fugirmos de casa e o Leitão é o pretexto para nos embebedarmos.
Mas se fizeres muita questão, sempre se pode lá mete umas canoas, com uma bóia de rondagem, isto a não mais de 5 metros do restaurante, sempre damos uma volta para abrir o apetite e bebemos mais uma garrafita de tinto.

Olha lá ó Sr engº, melhorando a ideia, arranja maneira de lá meter 3 ou 4 Optimists e fazemos um Match Racing de Masters, já fizemos disso lá no Ribatejo.

- Olha, por causa dessas tuas ideias ribatejanas, (que normalmente aparecem á mesa do Baptista)é que gosto de dividir as culpas contigo, concordo tanto com a tua ideia que apesar de não estares em Aveiro, vou já para o Baptista e vou comer a tua posta de Bacalhau, espero que não te importes que beba a tua parte do vinho.

Assim nasceu mais uma ideia de merda das Organizações Veiga/MAMA, a realizar depois do Cruzeiro á Berlenga.

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

De Abeiro a Bila do Conde, ganda biagem


Ora, eram mais ou menos nobe trinta da matina quando eu mais o Beiga e mais o Bolha, chegámos á Lota Belha, já tinhamos ido ás comprinhas e ao gásóleo, não fosse acontecer mais uma bez qualquer coisa de inebitábel, e lá entrámos a bordo do NBB Béronique, com o nosso Cmdt Beiga a fazer publicidade á receita que iria confecionar para o nosso almoço "bacalhau abanado", uma especialidade, dizia.
Eu ainda tentei meter uma cunha e disse que tinha uma dúzia de croquetes, que tinham bindo d'Alhandra, de propósito para se comerem na biage, mas tirei logo o cabalinho da chuba, o Beiga disse logo, "o almoço bai ser bacalhau abanado", a coisa prometia.
Saímos para o grande mar oceano eram 11.30, lá nos fizemos a um mar para senhoras, velas no ar, cabelos ao bento, pensamento no bacalhau.
Pelas 12.30 o Beiga, dá conhecimento ao pessoal da flotilha, que após malhar duas garrafas de tinto, vai começar a fazedura do seu bacalhau.

Momento da anunciação via rádio a pilhas

Como já é normal nestas organizações, nem tudo pode correr bem, o nosso Beiga prepara os ingredientes e lá encontra um tacho mesmo á medida da receita, sinceramente eu e o Bolha ficámos com a impressão que era dois numeros abaixo, mas o Beiga dizia que era mesmo assim, alem de abanado, o bacalhau tambem era apertado, ah, as batatas e as cebolas tambem, o alho que o bacalhau queria, só o encontrei no outro dia quando lavei a louça.


Plena concentração no momento da introdução dos ingredientes no tacho


Até que:
-Ó Bolha abre a bilha.
Porra, isso é muito abichanado, não te estás a referir á botija do gás?
-É isso, abre lá essa merda.
Beiga, a botija tá aberta.
- Atão aperta o rutor, tens essa merdaça mal apertada.
Tá apertado, e a botija tá muito lebe, acho que não tem gás, e a outra tambem não.
-Não pode ser, eu quando comprei tinha gás.
Então tá explicado, a bilha teve gás mas entretanto o Machadinho e o Galacho devem ter bindo cozinhar para o teu barco sem tu saberes e gastaram o teu gás, foi sabotagem, etc, etc.
- Tá resolbido, o bacalhau fica para o jantar, quando chegarmos a Leça compramos uma botija, ó campino ainda tens aí aquelas coisas fálicas e abichanadas que trouxeste lá da mouraria?
A tripulação do Liberum, prontificou-se a cozinhar o bacalhau noutro barco, assim como a consumi-lo, esta situação foi rejeitada, o bacalhau continuaria a ser abanado até Leça e seria consumido ao jantar, situação que não se concretizou, uma bez que o Cmdt Pardal Spikingue queria ir jantar a uma tasca e ber os golos do Liedson na Telebizon.
A noite acabou com fun a bordo do "LotsOfFun", com o Cmdt Pardal Spikingue a fazer contas ao Whisky que já tinha buido e a conspurcar o ambiente.

Momentos antes da fuga de gás


Dia 22 de Febereiro
Deixámos Leixões pela trazeira, já com bilha de gás (com gás) a bordo, e com o bacalhau pronto a ser cozinhado desde o dia anterior, desta vez é que era, iriamos almoçar o bacalhau em Bila do Conde, até lá ainda tinha de lebar mais um abanão de duas horitas e meia.
Pelas 12.30, com as proas debidamente cheias de baselina, entrámos a estreita, impenetrábel e quase birgem, barra do rio Abe.
Atracámos, o Cmdt Pardal Spiking sai a correr aos gritos e compra um jornal com os golos do Liedson, o Cmdt Beiga, grita aos 4 bentos "bamos comer o bacalhau", ups, não foi desta, o rutor da camping gás taba abariado, pronto bamos a uma tasca.
Andámos por aqui e ali até á janta, surpresa, habia bacalhau para o jantar, finalmente, não era abanado, mas pronto.
De salientar que neste jantar, o Cmdt Beiga passou a maior bergonha da sua bida de marinheiro, uma coisa destas não se faz, taba o Beiga sentado na mesa bip, todo bem comportadinho, como mandam as regras, e taba o pessoal da ABELA pela sua amura de Bombordo desta mesa, numa descomunal orgia de binho e de branco, até que um dos conbidados se birou para o Beiga e disse: "o Sr. Cmdt e Engº Beiga deve tar a passar uma gande bergonha com o seu pessoal, não é berdade?".
- É berdade Sr Béreador, aquele meu pessoal só faz é beber, e eu tou aqui cheio de sede.
Ficou grabado em prefácio naquela Bila do Conde que:
"Nunca na história daquela bila, tantos, biram tão poucos, beber tanto, em tão pouco tempo".
O Machadinho pedia mais binho, o Pardal perguntava se tinham bisto os golos do Liedson, debido ao exagerado consumo de binho o jantar foi 3 euros mais caro e o Beiga pagou duas bezes que se quilhou.

O Sr Cmdt e Engº e a cambada de consumidores


Dia 23 de Febereiro
Pelas 9 horas já as cabrinhas da noite anterior pastabam em cima do pontão, o Pardal perguntaba se alguem tinha bisto os golos do Liedson, fomos mais o Beiga comprar um rutor, para uma derradeira tentatiba de cozinhar o bacalhau, que entretanto se passaria a chamar "de torna biage, ensopado em azeite á mais de 48 horas", á cautela comi mais um croissante e comprei 6 carcaças.
Instalou-se o rutor nobo, o fogão continuaba sem acender, o Bolha fez uma inspecção mais cuidada e chegou á conclusão que o tubo deixaba passar ar, secalhar taba roto, e taba mesmo roto, aliás taba queimado pelo cano do escapo do NBB Bérónique, finalmente o problema taba resolbido, bamos para o mar comer o bacalhau.
Não sem antes o Bolha gritar "Ó Beiga, ligás-te o gás, mas desligáste o acelarador e esta merda não acelera", mas pronto, o Beiga lá se introduziu nobamente no compartimento do motor e resolbeu a questão, é que ele é Engenheiro.
Fizémos um pequeno briefing antes de largarmos e informámos o Pardal que estávamos com ele a ver o jogo, logo tinhamos bisto os golos do Liedson.
Finalmente comemos o bacalhau, meia horita depois já taba o Beiga com fraqueza a perguntar se eram horas da merenda.
- Ó Beiga, são duas e trinta, acabámos de almoçar á meia hora
O que tem? Não se pode merendar? Não?
As coisas ficaram calmas por mais meia hora, até que puxo pela minha caneta e começo a rabiscar o diário da biage, tinha de aparecer o Beiga a perguntar:
- Olha lá ó ribatejano, o que tá a fazer?
Ora, tou a escreber, não tenho mais nada que fazer!
- Não tens que fazer? Não tens que fazer? Com tantas garrafas de binho ainda por abrir, e este diz-me que não tem nada que fazer, bai mas é abrir uma garrafa de binho.
Rápidamente acatei a ordem, sob pena de sofrer algum processo disciplinar ou coisa parecida, porra, o Beiga é colega de curso do Vasco Moscoso de Aragão, que conhece o mestre de uma traineira, ainda me obrigaba a ir a nado para terra, que me fazia bem.
O resto da biage correu bem, uma belejada de grande luxo, ligando o motor só quando foi estritamente preciso.
Em paralelo decorreu uma proba de motónáutica, que foi ganha por uma embarcação de Abeiro (coincidência), desde já os nossos parabêns á embarcação motora "Liberum" e ao seu piloto Bonito Galacho.


Com esta treta toda, eu bi os golos do Liedson, não bi foi as 153 bailarinas.

Organizações Beiga, SA/MAMA/Produções Mar da Palha

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

O Pirata do Mar da Palha

Afinal sempre existe, para aqueles que lá para os lados de Aveiro ou Ilhavo que lutam constantemente com o mar, e que duvidavam da sua existência, ele aí está, o verdadeiro Adamastor, qual espirito do Tenebroso Mar da Palha.

Brevemente, num cinema perto de si, de nós não, o d'Alhandra encerrou para férias do pessoal á uns bons 25 anos e até agora o pessoal ainda tá de férias, gandas malukos.

Ah, entretanto quiseram fazer do dito cujo um museu, mas havia pessoal que não tava de férias, mas que tambem não fazia nada, e então não deixaram a Srª Presidenta da Camara fazer, então ela fez o museu noutro lado.

Entretanto o pessoal que não faz nada, mas que tambem não deixa fazer, diz que quer que se faça lá qualquer coisa.

Grandioso, mas grandioso mesmo, Cruzeiro da Páscoa - Valada 2009

Extra, extra, extra!!!!!

Dias 10, 11 e 12 de Abril de 2009

Cruzeiro da Páscoa a Valada do Ribatejo

Saída da Mui Nobre i Notável Vila d'Alhandra no dia 10 de Abril
Regresso no dia 12 de Abril.

O Programa está patente em http://uvalhandra.blogspot.com

A M.A.M.A. apoia esta iniciativa da União dos Veleiros d'Alhandra e patrocina a reunião de Skippers a realizar no dia 9 pelas 22 horas.

Tambem vêm uns barquitos lá dos lados da capital, mas como saímos mais a montante, devemos ser os primeiros a ocupar o pontão de Valada, pelo menos vamos fazer por isso.

Vamos invadir Valada e que a Mama esteja connosco.

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Passatempo

A MAMA em parceria com os ENA, promove o passatempo que consiste em que os participantes identifiquem os figurantes na Publicação "Insólitos de estaleiro ou de estalar"publicada em http://enalhandra.blogspot.com/, respeitosamente, sujeitos A; B; e C.

Os participantes poderão deixar a sua resposta nos comentários desta publicação.

Ao primeiro participante a responder correctamente, será atribuida uma garrafa de bebida alcoolica destilada na antiga caledónia (Whiskie) da marca existente em stock a bordo do N.V.Volare

A todos os participantes será atribuido o regime de bar aberto a bordo do N.V.Volare (que se encontra em terra), a fim de se esgotar o stock da época transata.
A data e hora de atribuição do prémio e bar aberto será oportunamente comunicada neste espaço.

Nota: Os participantes cujo nome seja iniciado pela letra P e tenham barco com letra F, não poderão participar neste passatempo, uma vez que já sabem as soluções.

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Cursos 2009 - Abertura de inscrições

Agora que é chegada a época do “defeso”, é altura dos nossos veraneantes se instruirem e como o saber não ocupa espaço, (para alguns, não há espaço para o saber, mas paciência), A MAMA, em parceria com os ENA, promove as seguintes acções de Formação:

- Graduação em Patrão de Estaleiro
Requisitos:
-Ter tentado reparar 3 vezes, recuperar 2 vezes ou fazer um barco pelo menos 1 vez, por métodos navais e não pelo método carroçarias.
Possuir há mais de um ano a graduação de Patrão de Esplanada e haver feito uso comprovado.
-Conhecer pelo menos 3 peças de palamenta, saber o significado desta palavra e articular 2 frases completas com termos náuticos.
-Saber fazer 2 nós da arte de marinheiro (nó torto e azelha não contam, assim como nós de camionista).

- Graduação em Patrão de Esplanada
Requisitos:
-Ter passado pelo menos todos os sábados e domigos de manhã, sentado na esplanada, a olhar para a marina.
-Comprovativo de consumo minimo de um café diário até ás 11 horas e de uma mini até ás 13 horas.
-Se proprietário de embarcação, nunca pode ter sido apanhado a levar copos do bar para bordo sobre o pretexto do “eu já trago”.
-Saber os nome de todos os barcos que se encontrem no seu campo de visão.
-Ser possuidor da graduação de Marineiro desde o inicio do Verão anterior.

- Graduação de Marineiro ( veraneante de Marina).
Requisitos:
-Ter dado mais de 100 passos em cima do trapiche da Marina
Prova de atestado de equilibrio em cima de um “finger” a falar com um feliz proprietário de uma embarcação á vela.
-Ter lido pelo menos 3 vezes “Os Velhos marinheiros ou o Capitão de Longo Curso” de Jorge Amado, e saber de cor o nome do protagonista principal.
-Haver ajudado pelos menos 3 vezes em acções de atracagem sem estorvar ou fazer merda de outro género.
-Possuir á pelos menos 3 anos a graduação de Bebe Bicas.

- Graduação de Bebe Bicas
Requisitos:
-Haver passado os ultimos 3 anos a beber bicas na esplanada, ou ter bebido 500 bicas acompanhado da respectiva senhora, quando acompanhado da não respectiva não conta.
-Nunca haver sido apanhado a pirar-se sem pagar a bica.
-Possuir pólo do clube com a roda de leme estampada e exibir o mesmo quando vai beber a respectiva.
-Encher o peito quando lhe chamarem de Comandante, e responder com modéstia que não gosta que o tratem assim.
-Fazer prova comprovada de que fala com pessoas que têm ou andam de barco.
*

Posto isto, não esperes mais. faz-te um homem, sê mais um a amandar bocas aos gajos dos barcos, não fiques calado e quando disseres merda, pelo menos estás habilitado.

Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Cruzeiro Abeiro-Bila do Conde-Abeiro

No seguimento dos grandes Ebentos e na saga de ligação cultural e gastronómica entre as duas primeiras localidades do dicionário (A Alhandra e Abeiro) vamo-nos ligar desta bez a uma quarta localidade, Bila do Conde, uma bez que a terceira é Biana e a quinta é Cascais.
Deste modo passo a transcreber a ideia do nosso já amigo Engº Beiga, a qual me foi comunicada atempadamente frente a uma balente posta de bacalhau e a qual mereceu a minha melhor atenção (tou a falar da posta) a ideia tambem, mas como tava entretido deixei andar, até pensei que fosse brincadeira, mas pronto ele apanhou-me distraído e tá aí a transcrição dos "Ventosgas".

"Está agendado para o proximo Carnaval, 21, 22 e 23 de Fevereiro, o I Grande e Monumental Cruzeiro a Vila do Conde.
O programa, ainda em elaboração, passa por visitas aos melhores restaurantes locais, doçarias conventuais, estações termais e casas de alterne, entre outras.
Teremos à nossa disposição práticos locais para a entrada da Barra do Ave, 130 metros de pontão acostável no centro da cidade, 50 kgs de febras, 122 garrafões de vinho e 142 dançarinas exóticas de origens ainda mais exóticas.
Para quem, apesar das bailarinas, tiver frio, a organização marcará dormidas nas melhores residenciais de Vila do Conde.
Agradeço que me vão dizendo do vosso interesse, para não falhar depois no numero das bailarinas".

-Uma ideia original de "Organizações Beiga, Sa", com o apoio da M.A.M.A.

Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Prémio MAMA/Publicação/Comentário 2008

A comissão instaladora da MAMA, decidiu unilateralmente atribuir a Mui Nobre Distinção a uma sua publicação assim como a comentário associado á mesma.
A Distinção vai para a publicação de 27 de Junho de 2008, intitulada "O Capitão das ostras ou as aventuras do Cmdt Ostreiro", que poderá ser vista em:
http://mamalhandra.blogspot.com/search?q=O+capit%C3%A3o+das+ostras

Do mesmo modo não quisemos deixar de distinguir o comentário anónimo associado á mesma publicação, claro que a comissão instaladora da Mama, sabe quem é o autor de tão ilustres linhas, mas os nossos principios impedem a sua divulgação (a não ser que paguem bem e o anónimo não cubra a melhor oferta).

Comentário anónimo:
Pois, é verdade mas não se esqueçam de duas coisa:
1 - Só erra quem faz, e só encalha quem navega.
2 - Só encalham os barcos de verdade pois existem por aí uns alguidares de plástico a que chamam de "veleiros" com uma amostra de "quilha" retráctil que gostavam um dia de poder encalhar desta maneira..... Invejosos!!!

Direito de resposta ao comentário anónimo:
1- É verdade, só encalha quem navega.
2- O pior é quem só navega uma vez por ano e comete a proeza de fazer o "All in one", ou seja "eu navego, logo encalho".
3- Não é verdade que só encalham barcos de verdade, o meu puto tem um modelo telecomandado, e ás vezes tambem encalha.
4- Os alguidares de plástico têm nome, chamam-se "DC 740", e são considerados os melhores barcos do mundo, quiçá do universo, e encalham de qualquer maneira, foram feitos para isso.

P.s. Se o anónimo comentar esta merda, a Mama reserva-se no direito de divulgar o nome do gajo.

Bom Ano

A MAMA, deseja a todos associados, utentes, simpatizantes, penduras e respectivos leitores, que devidamente acompanhados de suas familias, amigos, gajas boas e amantes, um bom ano de 2009.
Aproveito o ensejo para pedir que acabem com as bocas e os comentários referentes ao fracasso dos planos para o Reveillon, para o ano tentaremos fazer melhor, (tarefa que não será dificil).
Não serão consultados sites de previsões meteorológicas e outras coisas do genero, vamos desconfiar de pessoas que se apresentem no bar um mês antes com páginas do Wind-Guru, agradecemos aos leitores que denunciem casos do genero a fim de tomarmos as devidas providências.
Este ano não foi nenhum barco d'Alhandra ao Terreiro do Paço, para o ano iremos mais, de certeza, não vai estar de chuva, vento de 16 e tal nozes de sudoeste e nevoeiro que quase não se via a 2 milhas de distância.
Convem tambem elucidar alguns leitores e companheiros que quando se combina algo para "depois de almoço", é um bocadinho diferente de aparecerem "antes de jantar".

Posto isto, um bom ano a todos os que vierem por bem, e á gajas boas que tambem vierem.

VIVA A NOSSA MARINA, PAGAMO-LA, LOGO USAMO-LA

Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Era uma vez um Reveillon

Real Marina d'Alhandra by night

Aos vinte e nove dias do mês de Dezembro, pelas 22 horas, do ano da graça de Deus Nosso Senhor de 2008, reuniram-se num famoso bar de Corsários, á beira Tejo plantado 4 Skippers Capitães da malta (e alguma tripulação), mais concretamente:
Cap. Carlos Bolock (N.V.Galileo); Cap. Miguel de Gomez (N.V.Nostrum); Cmdt Toka-Toka (N.V.Volare) e Cmdt El Ostrero (moderador convidado), tudo isto com o intuito de se discutir os pormenores do tão almejado Reveillon sur la riviere au Terreiro do Paço.

O inicio da reunião foi algo conturbado mostrando alguma desorientação por parte das partes envolvidas, inclusivé dando ouvidos a boatos vindos do exterior o que provocou certo mal estar, demonstrando que o moderador não estava devidamente preparado, passamos a breve resumo da acta da reunião.

TT - Posso sentar-me nesta mesa?
CB- Senta antes numa cadeira, ficas mais confortável.
TT - Então como é que é, vamos para baixo e a que horas?
MG – Vai estar mau tempo
(já começaram a desconversar)
TT – Então e depois? Whatses da probleme?
CB – Ah e tal, o Uinde Guru diz que vai tar vento, alguns quinze nozes.
TT – È da maneira que escusamos de levar frutos secos.
MG – Ah, mas o Uinde Guru também diz que vai tar a chover.
(Aqui o moderador teve mal, devia ter intervindo, informando que ninguém tinha pedido a opinião ao tal Guru, quando muito podia-se ter pedido o parecer do Ti Manel Gomes)
MG- Se tiver a chover não podemos sair do barco.
(Compreensível, tá a chover, temos de ficar no barco, mas também tenho conhecimento de situações de bom tempo, em que acontece o inverso, tá bom tempo e o people em vez de ficar no barco, pura e simplesmente, não sai do barco, alguém que compreenda)
MG – E temos de sair muito cedo, por causa da maré, ou então vamos contra a maré!
TT – Porra!! Só contrariedades, então vamos para cima, aproveitamos a maré e vamos para Punta Valada.
CB – Para aí vamos na Páscoa
TT – Então passamos aqui n’Alhandra que só cá vimos todos os dias.
E O – Vai buscar o Computador para tirarmos as teimas.
(Fazendo as respectivas consultas aos saites, ficou tudo na mesma)
TT – Saímos daqui, nem que seja para ir até Vila Franca e dormimos lá na marina.
CB – Ah, mas aquela marina faz muito barulho, os postes, as borrachas, e tal etc.
MG – Sim, mas se é só para ir até Vila Franca não vale a pena, só o trabalho que dá a desatar os cabos.
(O moderador não tava cá a fazer nada, a não ser dizer mal do computador)
TT – Em que ficamos, a reunião tem de acabar.
(Passa ao lado o Dani e diz: “se eu tivesse o barco na água, ia de qualquer maneira”, isso já nós sabemos, ele vai sempre de qualquer maneira)
Alguém pergunta: Onde anda o Cap. Paul Nunez? Era um bom gaijo para desempatar esta merda.
Alguém diz: Foi numa expedição para terras geladas, não faz cá falta.
MG – Então ficamos assim: encontramo-nos aqui depois de almoço no dia 31 e logo vemos.

Conclusão:
Eu também estou a ver, vai tar de chuva e vento como dizia o outro, ninguém vai para lado nenhum, o people fica nos barcos a embebedar-se, quanto ao fogo de artificio, sempre posso queimar os fachos de mão e os very ligths fora de prazo, até se pode dar o caso de ir preso, sempre posso pedir prisão domiciliária, fico no barco.

Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Bacalhau é no Baptista


Pois é, mas neste dia o nosso Machadinho (o tal da cabrinha), comemorava a sua futura passagem á situação de reforma e encomendou cozido á portuguesa para todos.
Na foto temos a Marieke (sensual galega), a dona Né Né, feliz proprietária da tasca, ou tascão, onde outrora já se comeu bem (palavras do Veiga), Capitão João Veiga na foto, reclamava do serviço, mais uma fomos obrigados a comer na cozinha.
Na foto, a Bombordo do Cap. Veiga encontra-se o ex-libris da casa, o nosso amigo da Noruega.
Entretanto o nosso Machadinho ficou na mesa a malhar uma garrafa de "Sem Espinhas", quiçá a dar de beber a uma nova cabrinha.

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Uma estória Trágico-Maritima

A pedido de várias familias, após varios relatos e outros tantos almoços no Baptista, lá conseguimos localizar o celebre relato da não menos celebre cabrinha do nosso Machadinho, a tal que se sacrificou um dia para salvar o dono.
(Nova edição, revista e aumentada, segundo relatos do protagonista)

"Era o dia 27 de Maio do ano da graça de 2006.
A armada da Avela participava nas operações de busca e salvamento do veleiro luso gaulês que tentara arribar à barra de Aveiro mas que, sem vento, abatia perigosamente sobre os areais da Vagueira, sem vislumbrar as almejadas terras de Espanha, areias de Portugal.
Do seu barquinho atracado na Lota Velha, o Capitão Albuquerque Machadinho, olhava ansioso para o monitor do seu radarzinho, orientando a armada nas operações de Busca e Salvamento em curso (ver post do Ventosga sobre o mesmo tema).
Terminadas a bom termo as operações, foi o nosso Capitão ao porão do Bruminha buscar o que restava dos biscoitos salgados da ultima viagem e dois tonéis de vinho de torna viagem que estavam, diga-se, de estalo.
Eis que aparece no cais o Capitão Licas Corte Real que, fazendo companhia nos biscoitos e nos tonéis ao Capitão Albuquerque Machadinho, apanham duas cabras de monumental tamanho, só comparáveis em dimensão à estatua da Liberdade ou ao Empire State Building, no mínimo.
Decide o Capitão Machadinho rumar a Saint Jacint sur Mer, rondavam as 2300, não sem antes me ter ligado por telemóvel, tentando convencer-me a acompanhá-lo, o que não fiz apenas por àquela hora já me encontrar a xoinar com todos os serrotes e violoncelos.
A questão foi que ao desencostar o Bruminha, o Capitão Albuquerque Machadinho, segurando com uma mão o cabo de amarração da embarcação e com a outra a corda de prender a cabrinha, situação de equilíbrio manifestamente instável, não resistiu ao desequilíbrio e malhou com todos os costados nas aguas da Ria, com o Bruminha a afastar-se, levando-o a reboque.
Aqui deu-se um comovente episódio, de que chamo a vossa atenção.
Ia o Capitão Albuquerque Machadinho e a cabrinha a reboque do Bruminha nas escuras aguas da Ria, eram 2300.
(Segundo as palavras do Cap. Machadinho, as águas esstavam cálidas, 17º, vá lá 18º e o motor do Bruminha a trabalhar, fazia um delicioso "pok, pok, pok, pok, pok")
Não conseguindo subir a bordo sem libertar a cabrinha, esta, querida, sacrificou-se para o salvar.
Libertando a corda que prendia a cabrinha, usou-a o Capitão donatário para subir a bordo, salvando-se das aguas. A cabra, essa, não sabendo nadar e sem a corda que a segurava, afogou-se irremediavelmente na imensidão das aguas.
(O nosso Cap. Machadinho, ainda hoje se comove com os olhinhos da cabrinha, olhando para ele nos ultimos momentos, sabendo esta que teria de se sacrificar para salvar o dono).
Esta história comovente do sacrifício de uma cabra para salvar o seu capitão, figura já ao lado das histórias dos Sepulvedas na Trágico-Maritima Portuguesa."

(Edição original no "Mar adentro Ventosga" do Cap. Veiga)